Historial


A Câmara de Comércio Italiana em Portugal nasceu no início de 1916, por iniciativa de um grupo de operadores italianos residentes em Lisboa e de portugueses (mais concretamente 12 italianos e 10 portugueses).

O acto de constituição perdeu-se, assim como uma parte do arquivo histórico, no período em que a Câmara suspendeu a sua actividade em resultado do conflito bélico 1939-1945, mas entre a documentação que chegou até aos nossos dias, apraz-nos reproduzir o texto original de duas actas: a primeira relativa à reunião do Conselho Directivo de 28 de Agosto de 1918 e a segunda à Assembleia Geral de 22 de Março de 1919.


Actas de 1918 e 1919  (clique para ver imagem maior)

O reconhecimento do governo italiano remonta a 1918 e as confirmações que se lhe seguiram, efectuadas para dar cumprimento a novos preceitos legais, datam de 9 de Maio de 1958 e de 11 de Outubro de 1971, esta última ainda hoje em vigor.

Em 1928, a Câmara - já em fase de expansão - abria a "Delegação" do Porto, segunda cidade do país, representativa do pólo económico e industrial mais importante de Portugal.

Comunicação da abertura da Delegação do Porto (clique para ver imagem maior)

Continuando a servir-nos do que resta dos nossos arquivos, consta que em 1937 a Câmara contava com cerca de 170 sócios, 64 portugueses e um pouco mais de 100 italianos (dos quais 53 residiam em Itália).

Em 1966, ano em que a Câmara celebra o meio século de existência, o número de sócios era de 318, registando-se já naquela altura uma inversão de tendência, com os sócios portugueses a ultrapassar em número os sócios os italianos. De então para cá esta tendência não tem parado de se acentuar, sendo que, actualmente, 85% do total dos sócios é representado por empresas residentes em Portugal (a distinção entre empresas de capital italiano e empresas locais perdeu muito do seu significado inicial).

O aumento da massa associativa acompanhou, nas décadas seguintes, o crescimento da Câmara em termos de estrutura organizacional, alargamento e potenciamento dos serviços, influência e prestígio no contexto socio

Especialmente nos anos 80 e início dos anos 90 registou-se um salto qualitativo, que se tornou possível graças às oportunidades oferecidas pela informática, das quais a Câmara, com visão inovadora, soube aproveitar.

Ao longo de todo este período o número de sócios ultrapassou a barreira do milhar (tendo-se atingido o número máximo em 1991, com mais de 1200 sócios), enquanto que nos anos mais recentes factos e eventos de índole vária determinaram o seu decréscimo.

Antes de mais, a introdução do "mercado interno" (1996), que pôs fora de jogo classes profissionais inteiras; posteriormente, a simplificação das transacções e, em geral, das relações transnacionais (a já mencionada "expansão informática") que, sobretudo no seio da UE, representou um factor de desincentivo à adesão às Câmaras de Comércio; a crescente preocupação das empresas na contenção de custos considerados "marginais", optando estas pelo pedido pontual de um determinado serviço, em detrimento da filiação em organizações prestadoras de serviços.

Actualmente a Câmara conta com cerca de 600 sócios, mas o aumento e a crescente diversificação dos serviços, o dinamismo que nos caracteriza, as iniciativas e propostas promocionais que levamos a cabo, bem como o crescimento do volume de facturação que anualmente se regista, são os testemunhos mais eloquentes da presença marcante da Câmara neste mercado.

 

 

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